Rodrygo, Estevão ou Militão. Qual ausência será mais sentida pelo Brasil na Copa?

Rodrygo, Estevão ou Militão. Qual ausência será mais sentida pelo Brasil na Copa?

Para além de levar ou não Neymar à Copa do Mundo, Carlo Ancelotti tem um problemão a resolver na seleção brasileira às vésperas do torneio que será realizado na América do Norte, nos Estados Unidos, Canadá e México, entre 11 de junho e 19 de julho. Um, não, três, e dos bem importantes.

Sandro Saga

Rodrygo, Militão e Estevão certamente desfalcarão o time principal de Ancelotti, enquanto Raphinha e Alisson devem voltar antes da competição. O problema com os três primeiros é que eram peças fundamentais no esquema do treinador italiano, que gosta de um time dinâmico e forte no sistema defensivo.

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Do trio, Militão na zaga e Rodrygo no meio campo tinham função estratégica. O primeiro por dar solidez à defesa e o segundo por ser fundamental na distribuição das jogadas pelo meio.

O jovem Estevão, no entanto, seria a cereja do bolo, a arma secreta, o coelho da cartola. Conhecido pelo chamado ataque homem-a-homem, pelos drible certeiros e pelo chute preciso para arrematar, o garoto que veio das categorias de base do Palmeiras deverá ser a ausência mais sentida nos campos norte-americanos.

Para todos há reposições possíveis, mas nenhum que seja, na verdade, à altura dos titulares. A seguir, veja qual a situação dos que estão de fora, quem pode substituí-los e quem ainda está no campo da dúvida.

Éder Militão (Real Madrid) – fora da Copa

Desde a Copa do Mundo de 2022, Militão sofreu nove lesões e chegou a sua terceira cirurgia nesta terça, 28, por conta da ruptura do tendão proximal do bíceps femoral da perna esquerda. A imprensa espanhola aponta para recuperação de cinco meses, portanto, o jogador está fora do mundial por seleções e do final da temporada pelo Real Madrid.

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Éder Militão era peça chave no esquema tático de Carlo Ancelotti na seleção. Conhecido do treinador e sua comissão técnica dos tempos de comando do Real Madrid, o defensor atua como zagueiro e lateral-direito, utilizado em ambas funções pelo técnico italiano.

Um substituto de características similares é Ibañez, do Al-Ahli. Convocado por Ancelotti pela primeira vez na data Fifa de março, o zagueiro de origem jogou pela lateral-direita contra a França e a Croácia. Danilo, do Flamengo, também pode atuar na função e é nome garantido pelo treinador entre os 26 convocados pelo mundial. Wesley, da Roma, deve assumir a titularidade da posição com a ausência de Militão em esquemas táticos mais ofensivos.

Rodrygo (Real Madrid) – fora da Copa

Outro ex-comandado de Real Madrid por Ancelotti, Rodrygo foi cortado ainda em março por conta da ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA). O jogador passou por cirurgia e ficará afastado dos campos de 8 a 11 meses.

Sob comando de Ancelotti, o atacante assumiu a camisa 10 atuando no quarteto titular de ataque pela esquerda com seu companheiro de clube Vinícius Jr. Sua saída abre espaço para nomes como Gabriel Martinelli e João Pedro, convocados com frequência pelo técnico italiano.

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Os nomes de Lucas Paquetá e Neymar também são substitutos a altura para atuar mais recuados no meio campo como camisa 10.

Estêvão (Chelsea) – tenta recuperação

O jornal The Athletic afirmou que a participação de Estêvão na Copa do Mundo é uma “séria dúvida” e improvável. Artilheiro do Brasil sob comando de Ancelotti, Estêvão foi diagnosticado com uma lesão muscular na coxa direita de grau 4, de ruptura quase completa das fibras musculares.

O Chelsea não divulgou o tempo de recuperação estimado, mas o grau da lesão exige de 8 a 12 semanas, ou até mais em caso de cirurgia, opção descartada a princípio. Há a possibilidade de um tratamento alternativo em Doha ou até retornar ao Brasil para ter mais contato com a equipe médica da seleção.

Um possível substituto para a vaga do ex-Palmeiras é Endrick, do Lyon.  O centroavante conhecido de Ancelotti dos tempos de Real Madrid, também tem jogado pela direita no time francês e foi decisivo na última data Fifa, sofrendo um pênalti e dando uma assistência na partida contra a Croácia. Outro com característica mais parecida ao jogador do Chelsea é Rayan. O atacante do Bournemouth se adaptou bem na Premier League e recebeu sua primeira convocação para a seleção canarinho em março.

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Raphinha (Barcelona) – volta antes da Copa

O atacante do Barcelona se lesionou enquanto defendia a seleção brasileira na data Fifa de março. O jogador sofreu uma lesão contusão no bíceps femoral na partida contra a França e ficou de fora do segundo jogo contra a Croácia.

No último sábado, 25, ele esteve à disposição do técnico Hansi Flick para enfrentar o Getafe, mas foi preservado. Contra o Osasuna no dia 2, ele também estará disponível.

Já na partida contra a França e depois na titularidade contra a Croácia, o atacante foi substituído por Luiz Henrique do Zenit. Outros que podem ganhar espaço são Endrick e Rayan pelo lado direito.

Alisson (Liverpool) – volta antes da Copa

Titular da seleção brasileira nas últimas duas Copas do Mundo, Alisson continua sendo essencial para a pentacampeã. O goleiro do Liverpool segue em tratamento de uma lesão na parte posterior da coxa direita no final de março, mas seu retorno é esperado ainda em maio.

Alisson perdeu as últimas duas datas Fifa pela seleção brasileira por conta da lesão. Éderson, do Fenerbahçe, o substituiu em duas ocasiões, e Bento, do Al-Nassr, e Hugo Souza, do Corinthians, em um jogo cada.

Fonte: veja.abril.com.br

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