
A Federação Mexicana de Futebol (FMF) lançou uma campanha de combate aos gritos homofóbicos nos estádios para a Copa do Mundo de 2026. A ação conta com a participação de Hugo Sánchez, Javier Aguirre e outros jogadores do elenco da Copa do Mundo de 1986 e busca lutar contra esse tipo de preconceito que ainda é bastante comum no país latino.
A campanha de nome “A ola, sim, o grito, não” estimula os torcedores a se protestarem contra os gritos homofóbicos fazendo a ‘ola’, movimento de onda realizado pela arquibancada que se popularizou durante o Mundial no México de 1986. A ação será veiculada em plataformas digitais e durante os jogos de preparação da seleção mexicana para a Copa.
O México será palco o jogo de estreia da Copa do Mundo de 2026, no dia 11 de junho, contra a África do Sul no Estádio Azteca. Cabeça de chave do grupo A, a seleção mexicana também enfrentará a Coreia do Sul, no dia 18 de junho, e a República Tcheca pela última partida da fase de grupos no dia 24 de junho.
Discriminação da torcida mexicana
O grito discriminatório “eeh, puto” começou a ser pronunciado pela torcida da seleção mexicana em partidas oficiais durante o torneio pré-olímpico de 2004. Ouvia-se o canto quando o goleiro adversário repunha a bola em jogo. A torcida do país latino continuou com a prática na Copa do Mundo do Brasil, em 2014, e da Rússia, em 2018. A Fifa multou a FMF em 10.000 dólares – aproximadamente 50.000 reais – após uma partida do México contra Alemanha durante o Mundial de 2018.
Com o objetivo de erradicar o grito, a Concacaf e a FMF criaram um protocolo de três fases para seus torneios: a interrupção da partida, a retirada dos jogadores do campo e a suspensão da partida.
Homofobia no Brasil
De maneira semelhante, a homofobia é ainda comum no Brasil. No mês de abril deste ano, o São Paulo foi condenado pelo STJD a pagar uma multa de 100 mil reais por cantos homofóbicos da torcida emitidos em clássico contra o Corinthians disputado em 2025.
Outro caso de discriminação ocorreu no dia 25 do mesmo mês em um jogo da Série D do Campeonato Brasileiro. Um jogador o Maracanã foi alvo de gritos homofóbicos da torcida do Iguatu durante a partida; Após o apito final, a diretoria do clube cearense realizou um boletim de ocorrência.
Fonte: veja.abril.com.br






