
Alguns microrganismos convivem conosco sem causar danos, mas outros podem provocar doenças graves. Quando falamos em fungos, vírus e bactérias, é comum pensar que são iguais, mas cada um tem características próprias e exige formas específicas de tratamento.
O hospital Cedars-Sinai Medical Center conversou com o médico Fayyaz S. Sutterwala, especialista em doenças infecciosas, para esclarecer as diferenças.
Segundo ele, certos micróbios causam doenças específicas e fáceis de diagnosticar, enquanto outros geram sintomas semelhantes, dificultando a identificação sem exames complementares.
VírusOs vírus podem provocar desde resfriados e gripes até doenças mais graves, como ebola, HIV e Covid-19. São os microrganismos mais simples: apenas material genético envolto por uma cápsula de proteína.
Eles só se tornam ativos ao invadir células de organismos vivos, usando-as para se multiplicar. Quando o sistema imunológico não consegue conter essa reprodução acelerada, o vírus destrói células e compromete a saúde.
São transmitidos pelo ar, por tosse e espirros, por fluidos corporais ou por vetores como mosquitos. O tratamento inclui antivirais, repouso, hidratação e medicamentos que aliviam os sintomas. A prevenção é fundamental: vacinas, higiene das mãos e uso de repelente contra insetos transmissores estão entre as principais medidas.
BactériasAs bactérias podem causar desde infecções urinárias e de garganta até intoxicações alimentares e tuberculose. São maiores e mais complexas que os vírus e conseguem viver em diferentes ambientes, inclusive no corpo humano. Algumas são benéficas, como as que auxiliam a digestão no intestino, mas outras podem liberar toxinas e desencadear reações nocivas.
A transmissão ocorre pelo contato com pessoas doentes, superfícies ou fluidos contaminados, além de alimentos ou água impróprios. O tratamento é feito com antibióticos, embora o uso inadequado desses medicamentos favoreça o surgimento de bactérias resistentes. Assim como nos vírus, a prevenção inclui vacinas e higiene adequada.
FungosFungos podem provocar micoses, candidíase e até doenças graves em pessoas com imunidade baixa. São organismos mais complexos que vírus e bactérias, com estrutura semelhante à dos animais. Muitos vivem no ambiente sem causar danos, e alguns até desempenham funções benéficas no corpo.
Infecções fúngicas são tratadas com antifúngicos, que podem ser pomadas, comprimidos ou medicação intravenosa, dependendo da gravidade. Para prevenir, é importante manter a pele limpa e seca, usar roupas que permitam ventilação, além de evitar andar descalço em duchas públicas e piscinas.
De acordo com Fayyaz S. Sutterwala, reconhecer as diferenças entre vírus, bactérias e fungos é essencial para garantir o diagnóstico e tratamento corretos, além de reforçar a importância da prevenção no dia a dia.
Identificado pela primeira vez em 2009, o fungo Candida auris já atinge mais de 40 países e mostra resistência a tratamentos comuns. Potencialmente letal para pacientes vulneráveis, sobrevive em superfícies hospitalares e representa um desafio crescente para a saúde pública global
Notícias ao Minuto | 04:36 – 25/09/2025
Fonte: www.noticiasaominuto.com.br






