
Ednaldo Rodrigues foi reeleito presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por unanimidade nesta segunda-feira, 24. Rodrigues garantiu mais quatro anos de mandato, de 2026 a 2030. A chapa encabeçada por Rodrigues, intitulada “Por um Futebol Mais Inclusivo e Sem Discriminação de Qualquer Natureza”, foi a única inscrita para a eleição, que ocorreu na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Ele recebeu o apoio integral das 27 federações estaduais e dos 40 clubes que compõem as Séries A e B do Campeonato Brasileiro, totalizando 141 votos.
Juntamente com Ednaldo Rodrigues, foram eleitos oito vice-presidentes que o auxiliarão na gestão: Ricardo Nonato Macedo de Lima, Reinaldo Rocha Carneiro Bastos, Gustavo Oliveira Vieira, Gustavo Dias Henrique, Ednailson Leite Rozenha, Antônio Roberto Góes da Silva, Leomar de Melo Quintanilha e Rubens Renato Angelotti. A votação também elegeu os membros do Conselho Fiscal, com José Sergio Oliveira Santos, José Piedade Campos e Elielson Gomes Ferri como efetivos, e Antonio Felipe Gomes Duarte de Farias, Leonardo Gladson Lemos Otero e Rodrigo de Albuquerque Benevides Mendonça como suplentes.
Em seu discurso de agradecimento após a confirmação da reeleição, Ednaldo Rodrigues celebrou o resultado como um “triunfo da democracia, do diálogo, da liberdade e da autonomia das organizações esportivas”. Ele relembrou os desafios enfrentados durante sua gestão anterior, mencionando “todo tipo de preconceito e perseguições” e até mesmo uma tentativa de golpe. “Resistimos e vencemos!”, declarou o presidente.
Rodrigues também destacou importantes conquistas da CBF sob sua liderança. Ele ressaltou que “a CBF voltou a ter representatividade internacional”, mencionando o reconhecimento do português como língua oficial da Fifa e da Conmebol e a criação da União das Federações de Futebol da Língua Portuguesa. A implementação de um Escritório de Projetos da CBF na FIFA resultou no “maior investimento que o Brasil recebeu da FIFA em toda sua história”, elevando a CBF a uma posição de referência global em diversas áreas.
Ednaldo Rodrigues prometeu dar sequência ao trabalho com “todo empenho e dedicação possíveis”. Ele finalizou seu discurso reafirmando seu compromisso de “continuar construindo um futebol que orgulha o país, gera empregos, promove o desenvolvimento e, acima de tudo, faz a alegria de milhões de torcedores”. A reeleição unânime sinaliza um forte apoio à sua gestão e às iniciativas implementadas nos últimos anos, com a expectativa de continuidade no desenvolvimento e na inclusão do futebol brasileiro.
Sem concorrência
A disputa pela presidência quase teve outro candidato ilustre: Ronaldo Fenômeno. O ex-jogador da seleção brasileira retirou sua intenção de candidatura no último dia 12 depois de encontrar “portas fechadas” para as suas propostas.
O ex-centroavante declarou em dezembro do ano passado seu interesse em presidir a CBF. Para registrar sua candidatura, o empresário teria que contar com o apoio de pelo menos quatro federações estaduais, e quatro clubes. Ronaldo afirmou nas redes sociais que iria “percorrer todos os cantos do Brasil, ouvir toda essa gente que precisa ser ouvida – hoje e sempre – e apresentar às Federações um projeto de investimento privado nunca antes visto para o crescimento sustentável do esporte em cada estado do país”.
No começo de março, o empresário revelou que não teve respostas positivas e abriu mão da candidatura: “As federações se recusaram a me receber em suas casas, sob o argumento de satisfação com a atual gestão e apoio à reeleição.”
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Fonte: veja.abril.com.br






